Troca de Óleo

O óleo do motor tem a função vital de evitar o atrito entre as peças móveis dentro do motor e assegurar o bom funcionamento. Com o passar do tempo, sob as mais diversas condições, sejam climáticas ou formas de uso, ele tende a perder sua viscosidade que é a característica principal no lubrificante.
A lubrificação deficiente destas peças pode causar desde danos simples – como redução de desempenho e aumento do consumo de combustível – até a perda total do motor mais conhecida como “motor fundido”.

A troca do lubrificante deve seguir a recomendação do fabricante do veículo, conforme manual do veículo o qual especifica o intervalo de troca, bem como o tipo de lubrificante a ser usado sempre respeitando as classificações denominadas:

ACEA – Sigla para Associação dos Construtores Europeus Automóvel.
API – Sigla em inglês de Instituto Americano do Petróleo,
SAE – Sigla em inglês para Sociedade de Engenharia Automotiva,

A especificação do óleo é definida por dois parâmetros: – viscosidade e nível de desempenho.
O primeiro determina a fluidez do lubrificante e é formado por dois números. Em um óleo 15W40, por exemplo, o número 15 representa a viscosidade na partida a frio e o número 40 a fluidez a 100 °C. Quanto maior, mais viscoso, ou seja, mais espesso ele é. O ideal é que o primeiro número seja o menor possível (para que tenha fluidez quando estiver frio, oferecendo pouca resistência) e o segundo, o mais alto possível (para que seja mais espesso em alta temperatura, protegendo mais o motor). O nível API indica a formulação de aditivos usados. Os mais comuns são os SG, SH, SJ, SL, SM e SN, sendo o primeiro o que oferece o menor poder de limpeza e proteção do motor e o último, o maior poder. Se o motor do seu carro pede um óleo SH, você pode usar um de nível superior, como SJ ou SL, mas um motor para SJ não pode usar um SH.

Os óleos são divididos em:

Óleo mineral multiviscoso – O mineral multiviscoso é o mais comum no mercado. Esse tipo de óleo é adequado para qualquer motor, sendo ele de qualquer cilindrada ou combustível. Sua principal característica é adaptar a viscosidade de acordo com a temperatura de funcionamento do motor.

Óleo semi sintético – O semi sintético é o óleo que mistura a base sintética com a mineral. Esse tipo é recomendado para motores mais potentes que trabalham em altas rotações. Mas, nada impede seu uso em motores menos potentes. Provoca menos carbonização interna e contribui para amenizar o atrito entre as peças internas do motor, principalmente durante a partida, quando a maior parte do óleo encontra-se em repouso no cárter – reservatório do óleo. Ele também é do tipo multiviscoso.

Óleo sintético – Os sintéticos são os mais elaborados e caros e prometem manter a viscosidade constante, independentemente da temperatura de funcionamento do motor. Com essa característica a tendência é não carbonizar o motor. São indicados para os modelos esportivos que trabalham em regimes mais severos

Recomendações:

Apesar de cada veículo ter uma especificação, é recomendável de que se substitua todo o óleo do cárter a cada 06(seis) meses, mesmo não alcançando a quilometragem final anotada; a qual na maioria das vezes segue a seguinte regra de troca:

a cada 5.000 km para óleos para do tipo mineral,
a cada 7.500 km se forem do tipo semi-sintético e
a cada 10.000 km se forem do tipo sintéticos.

Outra recomendação importante é a substituição do filtro de óleo em toda troca realizada. O custo-benefício de uma manutenção preventiva é muito maior se comparado a corretiva. Não trocar o filtro pode contaminar o óleo novo colocado e comprometer peças que têm um custo elevado se comparadas à economia de economizar no filtro.


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